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Relato de Parto Normal Andreia Jarletti |VBAC | Nascimento da Clara

Parto normal após cesárea

Como começar a escrever sobre esta linda história de amor?? Eu sabia, meu corpo pedia, minha mente afirmava, meu coração tinha toda certeza, minha fé me guiava e me conduzia!

Era mais forte que eu, era amor puro e santo, fervoroso e sem receio algum, era natureza, era simples, era só mergulhar e deixar agir! E dentro de mim aquele coraçãozinho batia, batia e batia, e me dizia: mamãe, deixe-me nascer quando eu quiser, quando eu estiver pronta inteiramente, física e psicologicamente, deixe-me aproveitar cada segundo em você, deixe-me estar pronta para deixá-la, eu quero, eu posso, eu consigo e você também! Era isso que eu sentia! E nunca duvidei!

Mas o que eu ouvia de fora? “Você é pequena demais; vai passar da hora; o bebê vai acabar soltando mecônio; circular de cordão, vai enforcar; vai te arrombar; vai ter que usar fórceps; vai entalar, vai ter que cortar; vai ter que tomar hormônio; pra que vai sofrer? Seu bebê vai nascer com a cabecinha super pontuda; sua vagina vai ficar toda larga, vai doer pra fazer amor depois; se seu marido ver o parto, não vai mais querer fazer amor contigo; será que você vai aguentar? Vai vomitar, passar muito mal, defecar muito nas contrações; se acontecer alguma coisa com essa bebê, a culpa é sua; melhor fazer cesárea de uma vez; como você aguenta esperar? Tira logo; parto normal? Você está louca? Parto normal após cesárea, não dá, impossível!

Mas nada me fez desistir! Era por ela, e eu iria enfrentar tudo e todos para ela ter o melhor nascimento do mundo, eu faria tudo que estivesse ao meu alcance.

Sempre quis o parto normal, sempre. Na minha primeira gestação, Sofie tinha uma circular de cordão, o médico me indicou cesárea… na inocência e por confiar no médico, acreditei que com a circular não era possível o parto normal! Mas dentro do centro cirúrgico eu chorava porque sabia que ali não era o nosso lugar, eu sabia, Sofie também sabia.

Pensava que só eu no mundo me sentia assim! Mas ao engravidar novamente, eu já sabia, seria parto normal humanizado, então estudei, li muito, me informei, e quando assisti o documentário “O Renascimento do Parto”, entendi plenamente.

De tudo que eu ouvi, nada me aconteceu. É simples, é natural, meu corpo sabia como fazer, e minha bebê parecia até já ter ensaiado! Foi a coisa mais incrível que poderia me acontecer, o parto foi maravilhoso, esplêndido! Se doeu? Sim, doeu, mas uma dor diferente. Não é como cair, ou dor de doença.. é uma dor que gera vida, gera amor, gera outro ser humano! Se Deus me conceder, quero sim ter mais outros partos normais humanizados!

Hoje minha Clara completa 6 meses de vida, 6 meses de amor, a família ainda mais unida e completa! Hoje posso dizer não foi eu quem conseguiu o parto normal humanizado. Foi ela, Clara, que conseguiu nascer quando quis, quando deu sinal de que estava pronta de verdade. Ela quem teve um nascimento alegre, junto do papai e da mamãe. Tempo sozinha em berçário: 0 minutos. Nasceu e veio direto para o colinho e peito da mamãe, sem frescura. Papai cortou o cordão, depois que se acalmou no colinho e mamou, o papai deu o primeiro banho da vida. Isso sim que é nascer com alegria e estilo! Os próximos serão melhores ainda, porque já temos prática, né amor? Obrigada, minha princesa, por me dar a alegria de te ver nascer! Eu te amo para todo o sempre!

Esta é a primeira parte da nossa história de amor! Depois relato como foi o parto desde as primeiras contrações!

Queria poder voltar o tempo e passar de novo aquele momento único e ter você toda em mim quentinha. Momento em que eu pude te segurar, te cuidar, falar te amo, sorrir, chorar.. lembro de tudo, estava pronta e apta para que até se fosse preciso, correr contigo no colo. nem parecia que me tinha acontecido algo, bem diferente das horas dopadas da cesárea.

Queria agradecer de todo o meu coração dr. Edson Rudey, por todo apoio e cuidado, tem minha total admiração e confiança! Também à minha eterna doula querida, amiga, me acolheu intensamente desde o primeiro instante. Ao meu eterno amor por acreditar comigo, e me dar total apoio. A minha filhinha Sofie, que mesmo pequenininha, participou de tudo e cada dia me surpreende com sua compreensão e crescimento incomparáveis. Aos meus pais Raimundo e Iliane, que desde o primeiro instante olharam pra mim e disseram: você consegue filha, vai! A minha sogra querida que amo, Aldaci, que também rezou e esteve ao meu lado sempre! E as minhas musas inspiradoras, mulheres de verdade, com partos de verdade: Maisa Porte, Isis Schiffler, Vanessa Rodrigues.
Qbrigada gente, muito obrigada, até o próximo relato!

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