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Relato de Parto Normal Humanizado| Alessandra Paz e Sara

Tudo começou quando no dia 25 de junho tivemos a notícia que mudaria nossas vidas. “Estamos grávidos!”.
Nunca passou pela minha cabeça ter um parto normal, muito menos de forma natural. Eu achava que a cesárea era melhor, afinal todo mundo faz e o médico sabe o dia que o bebê está pronto para nascer, agendamos o dia e ele nasce não é assim?! Já o parto normal era sinônimo de dor e sofrimento, onde mulheres ficam lá horas e horas sofrendo para o bebê nascer do mesmo jeito, não é?! Não, não é bem assim após as informações corretas!
Antes de engravidar, ouvia meu esposo dizer, “você vai ter parto normal”, eu só dava risada, pois achava essa situação desnecessária, afinal dor pra quê?!
Após o resultado de que iríamos nos tornar pai e mãe, os pensamentos foram amadurecendo, as pesquisas começaram, e as informações foram surgindo.
Em busca de descobrir o que é melhor, o que é certo, o que faz bem. Neste pensamento fui abrindo os olhos e entendendo que o parto normal nada mais é do que a vida seguindo seu curso naturalmente, é um momento de respeito com a vida do bebê que virá, uma sintonia entre mãe e bebê, onde juntos surgem a força e a vida fora do útero!
A busca pelo parto ideal envolve não somente nosso querer, mas também quem vai estar ao seu lado nessa hora. Neste momento foi quando conheci o trabalho do Dr Edson Rudey e ouvi diversas opiniões sobre seu trabalho, e as respostas foram extremamente positivas, um profissional que trabalha de forma humanizada com respeito à vida e ao tempo da mãe e do bebê.
E a doula será necessário? Com certeza foi uma pessoa muito importante, minha doula nos deu suporte com informações e apoio psicológico antes, durante e depois do parto. Lembro-me do que Dr Edson Rudey nos disse: “a doula será muito importante, pois ela vai te dar apoio e te ajudar a continuar nos momentos em que você estará próxima de desistir, e com certeza terá esta hora”.
Graças a Deus tive uma gestação super tranquila e ativa… e no Maternati fomos nos preparando para o grande dia, e enfim ele chegou!
Com 40 semanas de gestação, no dia 01/03/2015 às 02h55min da manhã a bolsa se rompeu, o coração acelerou e o momento mais esperado e “temido” acabara de acontecer. O trabalho de parto começou, e com ele veio a ansiedade e a adrenalina. Liguei para o médico e para a doula, só para me tranquilizar, afinal ainda teria uma longa caminhada pela frente. Após duas horas, começaram as contrações, então comecei a monitorar, “epaaa contrações estavam de 5 em 5 min, vamos nos arrumar e vamos para a maternidade, pois vai ser rápido!”. Saímos de casa em um lindo domingo ensolarado, chegamos ao hospital às 7 horas da manhã e a doula chegou junto, neste momento minhas contrações já estavam em uma frequência de 3 em 3 minutos, mal sabia eu que iríamos ter um longo dia pela frente.
Após entrarmos no quarto o Dr Edson Rudey fez o primeiro toque, e eu estava apenas com 2 cm de dilatação, e a dor já me atordoava. Aquele momento que eu imaginava que seria um período latente tranquilo e em casa com tempo para repousar, ouvir música e relaxar, foi por água abaixo, pois o trabalho de parto começou de maneira inesperada, a cada 3 minutos as dores vinham e só tinha tempo de respirar e me acomodar para senti-la novamente… E assim seguiu meu dia, acompanhada pelo meu esposo, minha doula e Dr Edson Rudey que estiveram ao nosso lado todo o tempo nos monitorando e confirmando se estava tudo bem com a Sara.
Quando eu lia os relatos de parto eu achava estranho que algumas mães ficavam somente no chuveiro. Bem, neste dia eu entendi, foi onde fiquei a maior parte do tempo com a bola de pilates, ali era meu refúgio onde eu me concentrava, relaxava e me sentia confortável.
E assim seguiu nosso dia; com dores a cada 3 minutos, debaixo d’água fazia os movimentos de inspiração para me concentrar e expiração para a dor sair.
Santas as mãos da doula e do meu esposo que eu pedia a todo o momento, mãos que eu apertava e mãos que andavam pelas minhas costas para me aliviar, massagens que nunca foram tão necessárias como nesse momento. Mãos e braços que me abraçavam enquanto eu chorava e dizia que não iria conseguir, com confiança e carinho do esposo e da Renata eu ouvia “você vai conseguir”. Mamãe e papai juntos se preparando e vivendo aquele momento intensamente, chorando e chamando para que a Sara viesse!
De repente, próximo das 16 horas surgiu a vontade de comer, papai me alimentava dando-me forças corporal, espiritual e emocional…
Novamente hora de avaliar o andamento do parto, e ouvi do Dr Edson Rudey dizer, “chegou a hora, ela vai nascer!”. A hora em que só dependia de nós duas, trabalhando juntas… Eu achava que não havia mais forças, mas a Sara já estava pronta para chegar e a cada contração estava mais próxima. Embora exausta a ponto de dormir e sonhar nos intervalos das contrações, a força surgia e era a Sara quem me ajudava, era vontade de ter minha pequena em meus braços que me estimulava a não desistir… Força, força, então ela coroou… força e mais força, algo que veio do fundo da alma e eu chamando o nome dela e então ela veio às 17:20h, do ventre direto para o meu colo… e com aquele choro que jamais esquecerei foi meu primeiro contato e a dor se foi, e no calor do meu corpo a Sara foi se acalmando e até mesmo esboçou um tímido sorriso!
“Sara você veio ao mundo no seu momento, com todo o respeito e carinho. Foi recebida por um profissional que nos passou confiança a todo o momento, mostrando que você estava bem e que o trabalho de parto estava indo bem, o Dr Edson Rudey esperou o seu momento, não houve intervenções que desrespeitassem você, eu e o nosso momento. Seu cordão foi cortado pelo seu papai no momento em que parou de pulsar. Você veio direto pro meu colo e ali permaneceu se acalmando, nos reconhecendo e sendo amamentada nos primeiro minutos.”
Minha gratidão ao trio que esteve ao meu lado e me encorajou para que esse momento acontecesse… ao Dr Edson Rudey, a doula Renata do Maternati e em especial ao meu esposo Rafael Nogueira que foi meu principal apoio, que me fez acreditar desde o princípio que eu era capaz!

“Para mudar o mundo, primeiro é preciso mudar a forma de Nascer”.
(Michel Odent)

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