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Relato de Parto da Maisa Porte | Obstetra Dr Edson Rudey | Doulas Maternati

Lendo o relato de parto de tantas outras mulheres fui inspirada a buscar minha própria história, e espero que a escrevendo toque também outras mulheres para essa experiência.
Vinda de uma família em que quase todos os partos são cesáreas (eletivas ou não), sempre tive a cesárea como a minha opção quando engravidasse, mas o Diego tinha a convicção de que o parto normal era o ideal, e portanto assim que tive a confirmação da minha gravidez, comecei a pesquisar a respeito do parto para entender quais seriam os prós e os contras de cada um. Não demorei muito para me convencer de que o parto normal era a melhor opção, são diversos os benefícios para mãe e o bebê.
Eu engravidei no mesmo período que minha grande amiga Day, como sonhamos desde a adolescência. O que foi maravilhoso, pois trocamos sentimentos e sensações da gestação e buscamos por informações e opções para a chegada de nossos queridos filhos. Esse é o relato da Day, que conta bem a nossa história.
Assistimos ao vídeo o Renascimento do Parto, um trabalho maravilhoso que nos mostrou as dificuldades de se ter um parto normal no Brasil, e nos abriu um mundo novo, de mulheres empoderadas que escolhem o destino de seus partos, e juntas chegamos a um grupo chamado Maternati, nos encontros do grupo uma troca intensa das mais diversas experiências de parto.
Comecei a me dar conta de que, para ter um parto natural, precisaria buscar uma equipe humanizada. Sabendo disso, eu que estava no quinto mês de gestação, resolvi discutir sobre o parto com o meu médico na época. Quando eu disse que gostaria de um parto normal a resposta foi que querer não é poder, e que haviam vários fatores a serem considerados, e que ele não entendia porque eu escolheria isso, que os riscos para o bebê eram muito maiores, e que se eu pesquisasse descobriria que o parto normal era responsável por diversos casos de dano cerebral. Sim, juro!!! Essa foi a resposta que eu ouvi, e obviamente foi a última vez que pisei naquele consultório.
Pensei em parto domiciliar, mas a verdade é que não me sentia preparada para aquilo, e então tive a indicação do Dr Edson Rudey que atendia grande parte das meninas do grupo. Eu que já tinha feito a opção por um parto o mais natural possível (sem indução, sem anestesia, sem episiotomia, e etc), cheguei munida na minha primeira consulta, com milhões de perguntas, que se desmancharam em uma só resposta: “Nós podemos discutir tudo isso, eu vou respeitar o seu plano de parto”.
E a partir daí foram diversas consultas, afinando todos os pontos, muitas conversas com minha doula do Maternati para o preparo psicológico, e muito preparo físico também (hidroginástica, exercícios de Yoga, exercícios de Kegel).
Eu já estava com 40 sem e 3 dias de gestação (e muita pressão para chegada do bebê..rsrs), era dia 09/11/2014 e acordei às 10:30 com um telefonema de minha avó Odete me chamando para almoçar. Combinei tudo com ela e resolvi enrolar mais um pouquinho na cama. Por volta das 11:00 comecei a sentir cólicas, fui ao banheiro e tinha um leve sangramento. Liguei para o Dr Edson Rudey e relatei o que estava havendo, e ele me aconselhou a ir para a maternidade. Eu e o Diego levamos cerca de uma hora entre nos arrumar e finalizar as malas, e nesse período a cólica começou a vir em ondas, e só então eu achei que estava em trabalho de parto.
A caminho do hospital, aumentou a frequência das contrações e eu estranhei o fato de estarem tão pouco espaçadas. Chegando ao hospital, o Diego me deixou na porta e foi estacionar, fui até a recepção e falei que precisava me consultar, pois achava que estava em trabalho de parto. Fizeram meu cadastro e me encaminharam para o médico do plantão.. ele olhou para mim e disse – Ahh acho que você não vai ganhar bebê hoje não… e eu respondi – Ahh eu acho que vou… e então veio uma contração e ele teve que concordar comigo… rsrs.
Quando foi me examinar, a surpresa: eu já estava com 7 cm de dilatação e minha bolsa rompeu durante o exame. A enfermeira veio com uma cadeira de rodas para me levar a sala de exame.. eu recusei e fui andando (recepcionistas e enfermeiras chocadas! rsrs).
Diego ligou avisando a doula, dr Edson Rudey e Isadora (minha irmã e enfermeira). Enquanto todos corriam para a maternidade, me deixaram durante 30 minutos deitada com o cardiotoco.. foi a pior hora para mim.. foi muito ruim ter que ficar deitada durante as contrações e realmente não entendo como obrigam as pessoas a parir nessa posição… bom.. depois deste tempo o médico me examinou novamente e… 10 cm de dilatação!!!!
Todos chegaram (médico, doula, irmã) e fui então para o quarto ..andando… (com um pré natal perfeito, Dr Edson Rudey e minha pediatra Dra. Eliana Letti concordaram que eu não precisaria ir para o centro cirúrgico e meu filho nasceria no quarto.. como planejei).
Fui direto para o chuveiro na bola de pilates, e realmente pude relaxar entre as contrações… fiquei lá curtindo aquele momento cercada pela Isa e pelo Diego.
Dr Edson Rudey que até então não tinha me examinado, pediu que eu fosse até a cama para que ele pudesse me avaliar.. ele confirmou a dilatação mas falou que o bebê ainda estava alto. A minha doula sugeriu que eu ficasse de pé, me apoiei no Diego e rebolei.. sentia o bebê descendo a cada movimento (a gravidade faz milagres).. e descansava abraçada ao Diego nos intervalos das contrações, e então com o bebê já baixo a minha doula trouxe a também milagrosa banqueta de parto.
O Diego se colocou atrás de mim, me sentei e, em poucas contrações, o bebê coroou, e em mais duas contrações, ele saiu vigoroso e chorando (às 14 horas, com 49 cm e 3,950Kg) diante dos meus olhos e do pai emocionados, e veio diretamente para o meu colo, onde se aninhou por um tempo e depois seguiu com a pediatra para os cuidados iniciais. O Diego foi junto, cortou o cordão umbilical e o teve no colo pela primeira vez. Depois disso, o Lucas foi levado para o banho (não precisou ser aspirado, não precisou de medicação alguma), e eu também fui para o banho. Logo depois ele voltou para mim e veio para o peito para a primeira mamada e me deu aquele olhar… aquele pelo qual eu me apaixono todos os dias.. e eu soube que minha família estava completa!
Me senti mulher, realizada, amada.. todos os meus medos foram vencidos…não tive pudores ou dúvidas.. senti as dores (menores do que eu imaginava), gritei muito porque me permiti, estava lá cercada de pessoas da minha confiança e que me respeitaram em tudo.. não posso imaginar maneira melhor de receber o nosso novo amor LUCAS.
Gratidão a todos que tornaram isso possível:
Dr Edson Rudey e Dra Eliana pelo profissionalismo, sensibilidade e respeito.
Doula Renata, pela infinita capacidade de escutar e tirar o melhor de nós.
Day, por ter dividido tão intensamente estes momentos comigo.
Isa, minha irmã, que foi linda receber seu sobrinho e que, mesmo a princípio não concordando 100% com as minhas escolhas, foi de coração aberto e foi maravilhosa para mim.
E principalmente ao Diego que foi meu ombro forte, que “pariu” comigo e se fez pai de forma tão plena, a você todo meu amor!!
E a Deus, que nos fez perfeitos para este momento.

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